Estamos vivendo na era da info-intoxicação: a intoxicação gerada pelo excesso de informação. Pior ainda é quando a informação substitui o conhecimento, e este à sabedoria. Essa “salada (des)intelectual” é o alimento dos moribundos que definham em suas teologias de gabinete (ou na falta delas).
Não são poucos os que ainda sustentam o argumento de que “a letra mata”, o que sugere uma intrigante pergunta: se a Palavra tem poder, por que a letra mata? Na bagagem desse argumento do não-saber esconde-se o odium teologicum e sua fúria contra os que não ousam seguir suas diretrizes. Esse ódio está oculto na mania de não distinguir pessoas de ideias. É discordar para destruir, amordaçar para não ouvir opiniões outras.
No âmbito virtual (nosso ambiente de atuação) essa arma contra o pensar tem um “silenciador”, o anonimato. Muitos são os que atacam atrás de suas trincheiras. Fabrício Carpinejar disse que “quem é anônimo para atacar já percebeu que não merece o próprio nome”. Pedras virtuais são lançadas nas vitrines apologéticas todos os dias. É a veia farisaica aditivada dos monstros da ignorância.
Para abraçarmos a fé em Cristo não precisamos de um atestado de burrice, diploma de ignorância, ou suicídio intelectual. Como dizia Goethe: “não há nada tão terrível quanto a ignorância em ação”. Deus ilumina a mente do estudioso – Provérbios é a prova cabal dessa verdade.
Conhecer a Deus é tudo! Contudo, Ele se revela através de sua Palavra – uma Palavra que é teológica, filosófica e poeticamente profundíssima – águas densas, repletas de riquezas que só podem ser alcançadas pelos que ousam mergulhar. Os que naufragam em águas rasas não possuem a coragem suficiente para conhecer os tesouros que se escondem abaixo da superfície.
Como dizia Richard Sibbes: “Aquele que crê mal nunca pode viver bem, pois não tem alicerces”.
Alan de Brizotti